segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A Arte da Tolerância



Um estilo de vida que predomina hoje, principalmente nas grandes cidades, e marcado pelo corre-corre de inúmeras atividades, pelos congestionamentos no transito, pela superlotação dos ônibus, pelas longas filas de espera, e outros fatos que acabam deixando tensas as pessoas. Esta tensão muitas vezes gera explosões de ira e cenas de violência. Desenvolve-se a mentalidade do troco imediato. Não responder uma agressão à altura torna-se sinônimo de fraqueza. Por isso a convivência vai ficando cada vez mais difícil.
Neste ambiente que preconiza uma guerra não declarada, vivemos pressionados e induzidos de todas as formas a demonstrar esta mesma atitude de hostilidade, nos atritos que inevitavelmente surgem entre as pessoas. Por esta razão, é indispensável desenvolver a arte da tolerância. Ser tolerante não é algo automático, pelo contrario, requer disciplina constante no modo de agir e reagir.
A tolerância é indicador de grandeza de espírito, de autocontrole, mas sobre tudo de amor. Jesus sempre foi tolerante, mesmo quando agredido da forma mais cruel. O risco de sermos intolerante esta presente em todas as nossas relações: desenvolver a capacidade de escutar os outros, tentar compreender antes de acusar, evitar as conclusões apressadas, estar certos de conhecer todos os lados da questão apresentadas, aceitar o fato de que a razão pode estar com o outro, não abrigar desejo de vingança, reconhecer que os outros também têm o direito de errar, pensar bastante antes de falar e agir, sobretudo isso, amar os outros tanto quanto amamos a nós mesmos.
Se você ainda não é tolerante, procure desenvolver esta arte a partir de hoje, assim a vida será melhor, para você e para aqueles que convivem com você. Desenvolva a arte da tolerância.

(Autoria Desconhecida)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Onde está você? Saia da Caverna!



         Elias a serviço de Deus, havia feito uma grande obra; mostrando que Baal não era Deus e esse fato revoltou a rainha Jezabel que tentou matá-lo. Com medo o profeta fugiu e desanimado, ficou desfalecido e dormiu debaixo de uma arvore; mas o anjo do Senhor o acordou, o alimentou e o fez caminhar por 40 dias. Ainda não recuperado, escondeu-se numa caverna e então Deus perguntou-lhe: Que fazes aqui Elias?
         Então Elias se justificou respondendo assim:
     1.   Tenho sido muito zeloso pelo Senhor Deus dos Exércitos,
     2.   Porque os folhos de Israel deixaram a tua aliança.
     3.   Derrubaram os teus altares,
     4.   Mataram os teus profetas a espada,
     5.   E, só eu fiquei, e
     6.   Buscam minha vida para ma tirarem.
Então Deus disse a Elias:
Sai da caverna e se apresente, neste monte perante o Senhor.
No dia da sua profissão de fé havia muito fervor no seu coração e no seu batismo muito jubilo. Você participou de cultos abençoados e os milagres divinos na sua vida foram tão intensos, que você prometeu nunca se afastar desse convívio maravilhoso; pois você sentia Deus falando ao seu coração.
Hoje desanimado, nem mais vem a igreja, não ora, não lê a Bíblia e desfalecido na fé. Os problemas o anestesiaram tanto a sua alma, que nem consegue perceber o abatimento espiritual que tem levado você a se esconder na caverna. As vezes quando alguém pergunta como você está? a sua resposta é: estou bem; por não perceber o quanto está mal.
Mas Deus o chama pelo nome e pergunta: onde você está? Deus quer falar com você para animá-lo, consolá-lo e deseja que volte a servi-lo com a mesma alegria e determinação do passado. Assim como falou com Elias, deseja que saia da caverna e se apresente diante Dele, pois muita coisa ainda precisa ser feita e Ele quer usá-lo na expansão do Seu Reino.
Elias tinha as suas justificativas, creio que você também tem as suas; mas Elias saiu daquela situação de depressão espiritual. No poder de Jesus, você poderá também sair; se ouvir e obedecer a voz de Deus.

O PODER PARA RESISTIR A TENTAÇÃO



 “Sujeitai-vos, pois, a Deus, mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós... Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará...” Tiago 4.7, 10

            O “Jornal Extra” noticiou que uma mãe agredia sua filha pequena, batendo seu corpo na parede e dizia que fez isso porque esta sobre influência demoníaca.  Um pedófilo foi preso e tentou se explicar dizendo: "fui tentado pelo diabo". É verdade que o diabo está por trás de todo o pecado humano, ele sempre tenta, mas quem peca é sempre o homem.
O diabo está no trabalho dele, tentar. O  nosso é resistir a ele. Desta maneira, não há como dizer que a culpa é só dele; se Deus nos dá todos os instrumentos para vencermos o diabo e a tentação; como pode alguém desprezar o caminho traçado por Deus para a nossa vitória.  É muito cômodo deixar que o diabo decida por nós, para que a culpa recaia exclusivamente sobre ele e continuarmos no erro.
O homem foi criado ser livre, com direito de fazer suas escolhas; nem o diabo tem autoridade para violar esse direito humano dado por Deus. Mas o pecado tem dominado os homens e se esse homem não tem forças para vencê-lo, pode, pelo menos, usar o seu livre-arbítrio e pedir que o Senhor o livre da tentação e será liberto.
Tenho percebido que até crentes não conseguem vencer a tentação; uns porque cultivam alguns pecados de estimação, outros, por estarem totalmente dominados e não encontram forças para lutar.
Nesse sentido, o diabo faz o que faz, porque você deu lugar a ele. Se você se sente fraco e caiu ou percebe que poderá cair, busque em Deus o seu refúgio.

Pr. Isaias Lima de Menezes

sábado, 19 de janeiro de 2013

Dificuldade para Orar.



“Quando chegou àquele lugar, disse-lhes: “Orai, para que não entreis em tentação”. E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e pondo-se de joelhos, orava... Depois, levantando-se da oração, veio para os seus discípulos, e achou-os dormindo de tristeza; e disse-lhes: “Por que estais dormindo? Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação””. Lucas 22.40,41,45,46.

Outro dia fiquei pensando: Por que a maioria dos crentes não oram com mais frequencia? Lendo a Bíblia, encontrei Jesus reclamando porque os seus discípulos não oravam e cheguei à conclusão que esse assunto é antigo; na verdade, se os crentes gostassem de orar ou entendessem o valor da oração, viriam ao mais ao templo para orar.
Ainda na Bíblia percebi que a mudança no comportamento dos discípulos com relação à oração aconteceu depois que receberam o poder do Espírito Santo, no Dia de Pentecostes, a partir daquele momento passaram a orar com mais freqüência e persistência. Então podemos também pensar que a oração é a valorização do momento de intimidade com Deus e somente acontece com crentes cheios de poder do Espírito Santo. Alguém poderá falar assim: mas eu oro em casa; repetindo a mesma conversa dos que não querem ir á igreja; eles dizem: não preciso de igreja, posso ser crente em casa. Quem tem Jesus e está cheio do Espírito Santo entende que precisa viver na fé e exercitar a comunhão, pois juntos somos mais fortes.
Você, meu irmão, precisa orar pela sua vida, pela sua família, pela igreja e pelos seus projetos, pelo ministério pastoral e sua família, pelos pecadores, pelos governantes e pela segurança da nossa cidade. Também precisa agir, servindo ao Senhor, evangelizando e praticando a ação social cristã.
Os discípulos depois que passaram a orar, realizaram maravilhas em nome do Senhor Jesus. Você que ver essas maravilhas acontecerem? Então ore e creia no poder da oração.
Pr. Isaias Lima de Menezes

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Max Weber e a ética protestante


Max Weber imortalizou a teoria que mostra a diferença entre as sociedades protestantes - luteranas e calvinistas - e as sociedades católicas no que diz respeito à ética econômica. Segundo ele, a teologia protestante liberou o homem para a aquisição monetária. Para o protestantismo europeu, os homens estariam predestinados, alguns seriam salvos e iriam para o céu e outros condenados ao fogo do inferno. Isso não dependia de obras, era uma predestinação. Restava a cada homem procurar um certo consolo psicológico que o levasse a crer que seria um dos escolhidos. Essa segurança psicológica era fornecida por uma permanente glorificação de Deus por meio do trabalho.
Antes dessa doutrina, o trabalho era malvisto. Apenas aqueles que iam para os monastérios estavam assegurando a sua salvação. Os demais homens, que viviam fora dos conventos, trabalhando, quase certamente iriam para o inferno. Lutero quis ser religioso justamente para assegurar sua salvação. A sua mudança de rota, decidindo não mais seguir a carreira monástica, só poderia ser conciliada com a salvação caso ela fosse obtida por outros meios, e este seria o trabalho.
É interessante o que a doutrina luterana e a calvinista fazem - democratizam o acesso à salvação. Antes, a salvação era obtida por meio da vocação religiosa, da compra de indulgências e de outros caminhos a que nem todos tinham acesso, como a realização de obras de caridade e boas ações. Como afirmara Weber, o catolicismo da época exigia que o homem fosse para "fora do mundo" caso quisesse obter a salvação. O que Lutero e Calvino criaram foi a salvação, ou melhor, a crença de que se era um dos escolhidos por meio de ações "dentro do mundo". Muito simples: bastava trabalhar. Algo mundano, algo que todos faziam. Foi criada então a ética do trabalho. Trabalha-se, trabalha-se, cada dia mais, apenas para glorificar Deus. O trabalho gera riqueza e a riqueza é acumulada. Surge o espírito do capitalismo como resultado não intencional da ética protestante.
Mas será que foi realmente isso que aconteceu? Weber poderia ter errado? Suas evidências poderiam ter sido mais anedóticas do que realmente estatísticas? O belo estudo de Sascha O. Becker e Ludger Wossmann, "Was Weber Wrong?", dedica-se a essa questão.
Toda religião trata de diversos assuntos. Com o protestantismo não foi diferente. Comparada à do catolicismo, a ética do trabalho era diferente. Porém, o que diziam o luteranismo e o calvinismo em relação ao estudo? E em relação ao sagrado? Qualquer que fosse o assunto, o espírito do protestantismo era a democratização. O trabalho democratizava o acesso à sensação de salvação. A tradução da "Bíblia" para o alemão democratizava o acesso à palavra de Deus. A redução do número de sacramentos, dos sete da Igreja Católica para apenas dois, o batismo e a comunhão, diminuía a presença do sagrado no dia-a-dia das pessoas, o que também consistia uma mudança democrática. E assim por diante.
A "Bíblia" só existia em latim até o dia em que Lutero decidiu colocá-la no alemão. Mas seria inútil que a palavra de Deus fosse passada para a língua germânica caso as pessoas não fossem capazes de lê-la. Assim, a teologia luterana e calvinista pregava a democratização do acesso à capacidade de ler.
Sabe-se, em razão de inúmeros bons estudos acadêmicos, que o sistema educacional da antiga Prússia foi baseado na igreja luterana. Os nobres, que no catolicismo punham seus recursos financeiros no sustento de monastérios e conventos, com o seu fechamento decidiram redirecionar os recursos para educar a população. Conseqüentemente, alguns países largaram na frente quando o assunto foi a educação de toda a população: Suíça, Holanda, o território que se tornaria a moderna Alemanha e a Inglaterra. Uma curiosidade sobre a Suíça: além da valorização da "educação para todos", a teologia calvinista retirou o caráter pecaminoso da cobrança de juros. Não por acaso a Suíça saiu na frente, na Europa, na formação do sistema bancário.
Na Europa continental o desenvolvimento econômico coincidiu com o mapa da expansão do luteranismo. Sascha O. Becker e Ludger Wossmann mostraram por meio de modelos estatísticos sofisticados, mas traduzidos em mapas bastante compreensíveis, que o nível educacional e, como conseqüência, o desenvolvimento estiveram fortemente correlacionados com a força da religião reformada. No mapa 1 o xis preto mostra a cidade de Lutero. A religião que ele fundara era mais forte perto de sua cidade e mais fraca à medida que as regiões ficavam mais distantes. A área em vermelho indica que mais de 75% da população adulta era protestante no século XIX. Na área cinza a proporção de luteranos fica entre 25 e 75% e nas regiões azuis era menor do que 25%.
Não é coincidência, quando sabemos o que diz a teologia luterana acerca da necessidade de educar as pessoas e treiná-las a ler e escrever, que o mapa 2 indique a correlação entre nível de alfabetização e a popularidade do luteranismo. As áreas em vermelho mostram onde a alfabetização era maior do que 92%. Em cinza estão os locais com alfabetização entre 85 e 91% e em azul as regiões onde a taxa de alfabetização era menor do que 85%.
A religião teve impacto na educação e esta, por sua vez, teve impacto no desenvolvimento econômico. Isso é o que se vê nos mapas 3 e 4. Eles mostram o emprego no setor mais dinâmico da economia e a renda em marcos. Em vermelho estão os locais onde mais de 30% da população estava empregada na indústria e nos serviços. Em azul, onde menos de 22% trabalhavam nesses setores e em cinza, onde de 22 a 30% da população era empregada pela indústria e serviços. Mais uma vez, no mapa 4 o vermelho indica uma renda mais alta, acima de 940 marcos. Em azul estão as regiões de renda mais baixa do que 850 marcos e em cinza a renda intermediária.
Ficou provado que Weber estava errado, ainda mais quando se sabe que os autores do estudo controlaram a análise estatística por outras variáveis. Para Weber, o capitalismo e o desenvolvimento estavam correlacionados com uma ética do trabalho que só o protestantismo tinha. Para nossos modernos autores, que hoje podem lançar mão de modernas técnicas estatísticas, o desenvolvimento está correlacionado, sim, com a religião, mas não por causa da ética do trabalho - por causa da ética da educação.
Aliás, faz muito mais sentido imaginar que o desenvolvimento esteja relacionado com a educação do que com uma suposta ética do trabalho. O capitalismo não nasceu porque as pessoas passaram a valorizar mais o trabalho, mas porque passaram a ter mais qualificação para trabalhar de forma mais produtiva. Mais do que isso, o aumento do nível educacional tem impacto em outros fatores sociais também importantes: aumenta a participação política e o associativismo, facilita o desenvolvimento de diferentes modalidades de ação coletiva e assim por diante.
Isso é uma boa notícia para os países que não têm matriz católica, como é o Brasil. É mais fácil melhorar o nível educacional de um país do que fazer as pessoas valorizar mais o trabalho. Há um grande empecilho para melhorar o nível educacional do Brasil: educação não dá voto. Isso ocorre porque a população não dá valor à educação. Portanto, se avançarmos em tais indicadores isso será resultado de uma decisão da elite empresarial e governante. Aliás, um segmento importante da elite empresarial já está sentindo pesadamente o efeito da baixa qualificação de nossa mão-de-obra. A escassez desse pessoal tende a aumentar e, portanto, aumentará também a pressão do mundo dos negócios sobre Brasília e outros centros de decisão.
Em breve, sem o protestantismo como nossa matriz social, passaremos a trilhar o mesmo caminho de outros países católicos que decidiram tirar o atraso em relação aos países protestantes. Alguns exemplos são a Irlanda, a Espanha e a Itália. Portugal ainda é um dos países europeus mais atrasados no nível educacional. Quiçá o Brasil trilhará o caminho dos primeiros.

Alberto Carlos Almeida, sociólogo e professor universitário, é autor de "A Cabeça do Brasileiro" (Record)
Em 28/03/2008

Fonte: Valor Econômico

terça-feira, 9 de outubro de 2012

A Influência dos Problemas Familiares no Rendimento Escolar e na Vida do Aluno.



Os Especialistas da Educação sabem que os problemas familiares influenciam diretamente no desenvolvimento escolar dos alunos. Porém, apenas diagnosticar as dificuldades familiares não mudará o quadro; é preciso que se tome providencias, ajustando e orientando os pais, para que os resultados desejados na construção do conhecimento que esse aluno necessita sejam alcançados. São ações políticas didático-pedagógicas que precisam ser tomadas para a sua recuperação. Neste sentido os educadores como os agentes dessa ação transformadora, ao perceber essa relação de crise entre o aluno e a sua família, precisa construir uma relação de parceria entre as instituições família e a escola; essa relação precisa ser bilateral, com propósitos definidos, onde possam ser criados espaços para reflexão, troca de experiências; com intervenções pedagógicas planejadas e consistentes. A família precisa estar consciente e participar abertamente desse processo e nas situações onde somente a presença da escola, por si só não resolve; deve-se buscar a participação de uma equipe multidisciplinar, onde num primeiro momento Assistentes Sociais e Psicólogos, poderão fazer parte da parceria e num nível um pouco mais avançado, o Médico, o Advogado e outros especialista poderão se ajuntar a grupo de trabalho, se assim a situação exigir.
Reforça-se então, a necessidade dos educadores tomarem a iniciativa, uma vez que o senso-comum afasta a família dessa direção, e, juntos reflitam e construam essa relação para que juntos vençam o problema para que o aluno possa aprender e desenvolver-se melhor. Os resultados revelaram que essa parceria não é uma tarefa fácil, mas é possível, quando se procura as estratégias mais adequadas e viáveis

Palavras- Chave: conhecimento, escola e professores, família e parceria 

Isaias Lima de Menezes